Rafhael Oliveira · IA

Antevisão: um ELLM, um modelo de linguagem que ensaia no latente antes de falar

O que estamos construindo, por que não é uma cópia do GPT-2, e qual é a contribuição própria deste projeto.

1 min de leitura· apostila: 13 min· Experimento em andamento · capítulo atualizado em 12 de set. de 2026

Um LLM escolhe o próximo token e descobre depois onde foi parar. Nós construímos um que imagina antes: um ELLM. O nome diz o que o sistema faz: antever. Antes de emitir um token, o modelo roda cada candidato alguns passos à frente no espaço latente, sem decodificar, mede a energia de cada futuro imaginado, e só então decide. O token deixa de ser a decisão e passa a ser a saída. Chamamos o conceito de Latent Rehearsal. As ideias de base são de Yann LeCun. A aplicação ao texto é a nossa parte. Sete das linhas da tabela principal são resultados negativos, e estão lá com o mesmo destaque dos resultados positivos.

Os três pontos

  1. Três pilares: um encoder que representa, um modelo de mundo que prevê o próximo estado dado o token, e uma energia que escolhe entre futuros imaginados.
  2. Dois nomes, duas coisas: Antevisão é a estrutura. Latent Rehearsal é o conceito que ela realiza.
  3. O que é de LeCun e o que é nosso, dito sem rodeio: JEPA, energia, anticolapso e hierarquia são dele. Trazer isso de volta para o texto e manter a cabeça autorregressiva como decodificador é a nossa parte, e as apostilas medem se funciona.

Da apostila, o começo

O que estamos construindo, por que ele não é uma cópia do GPT-2, e qual é a contribuição própria deste projeto — com o que já foi medido, inclusive o que deu errado.

O curso anterior desmontou modelos que já existiam. Este constrói um. A diferença não é de tamanho — o nosso modelo é menor que qualquer um daqueles. A diferença é que aqui cada decisão foi medida, e várias seguem caminhos que a área encontrou depois de 2019, sobre a base que o GPT-2 deixou.

O que ele constrói tem nome: um ELLM, energy-based latent predictive language model — um modelo de linguagem que prevê no espaço latente e decide por energia. Ele mantém a cabeça de tokens de um modelo de linguagem comum e acrescenta duas peças: um preditor que imagina o próximo estado antes de escrever, e uma energia que escolhe entre esses futuros. A apostila 17 explica cada parte do nome e o que já está medido em cada uma.

O nome diz o que o sistema faz: antever. Um modelo de linguagem comum escolhe o próximo token e descobre depois onde foi parar. O nosso, antes de escolher, imagina onde cada candidato o levaria — no espaço latente, sem decodificar — e escolhe pela energia desse futuro imaginado. A peça que faz isso é um modelo de mundo condicionado à ação: dado o estado atual e um token candidato, prevê o estado seguinte. No código ela se chama mundo; a versão anterior, que só previa a direção sem saber a ação, se chama compass e continua no repositório como controle.

Continuar lendo a apostila 00 →Read in EnglishOs PDFs por e-mail →
O que a apostila cobre · 6 seções · 13 min
  1. O que este projeto é
  2. Os três pilares
  3. O que já está medido
  4. O mapa das apostilas
  5. Como reproduzir, do zero
  6. O que este projeto não é
Todos os capítulos do experimento · Antevisão · Latent Rehearsal
  1. 00 · Antevisão: um ELLM, um modelo de linguagem que ensaia no latente antes de falar
  2. 01 · O tokenizador próprio: por que 16 mil tokens servem melhor a este corpus que 50 mil, e o que a tabela inteira mostra
  3. 02 · Duas arquiteturas, um arquivo: o duelo justo entre 2019 e o que veio depois
  4. 03 · A geometria do embedding: o treino começa com um espaço perfeito e o estraga
  5. 04 · A linhagem do colapso: cinco respostas da visão computacional, cada uma medida em texto
  6. 05 · O leme e o modelo de mundo: três versões da mesma pergunta, medidas contra a anterior
  7. 06 · Método e erros: as regras de uma comparação legítima e o catálogo dos nossos enganos
  8. 07 · Escala e orçamento: quanto custa chegar ao GPT-3, e por que a VRAM quase nunca é o limite
  9. 08 · A bancada: servir, radiografar e treinar pelo navegador
  10. 09 · A arquitetura hierárquica: o projeto inteiro alinhado aos quatro padrões do modelo de mundo
  11. 10 · O que a JEPA é, segundo LeCun: duas falas lidas conceito por conceito, e onde cada um se aplica
  12. 11 · Memória e horizonte: duas afirmações de LeCun que viraram experimento, e as duas valem para texto
  13. 12 · Custos aprendidos e modos de inferência: as três buscas e as duas fontes de energia, medidas
  14. 13 · As correções pelas falas de LeCun: falha, trecho, flag, medida
  15. 14 · Memória consultada: um banco de estados abstratos lido por atenção
  16. 15 · O que custa e o que entrega: nós, o GPT-1 e o GPT-2 na única régua que vale entre tokenizadores
  17. 16 · O mínimo estava fora da lista: o dia em que medi a minha própria busca por energia
  18. 17 · ELLM: o nome certo para um modelo de linguagem que prevê no latente e decide por energia
  19. 18 · Procurar melhor não conserta a energia: três buscas, o mesmo texto
  20. 19 · A inversão que não se repetiu: o custo do modelo de mundo aparece quando a régua para de oscilar
  21. 20 · O que mudou em 17/09: dois capítulos novos e duas correções

Antes disto: o curso do GPT-2

Rafhael Oliveira
Rafhael Oliveira

Escreve o curso do GPT-2 e conduz o experimento Antevisão, medindo cada rodada antes de publicar o número. Os posts no LinkedIn começam aqui e terminam nas apostilas.

Seguir no LinkedIn →