Rafhael Oliveira · IA

Servindo modelos: da chamada de função ao servidor HTTP, e o que a produção faz a mais

Nosso servidor, o TGI, o TEI, e a escala a partir da qual cada diferença importa.

1 min de leitura· apostila: 9 min

Caiu aqui pelo LinkedIn? Este é o capítulo 14 do curso GPT-1 e GPT-2, desmontados. Dá para ler solto; se quiser o começo, é o capítulo 00.

Carregar o GPT-2 XL custa 7 segundos e 5,8 GB de RAM. Toda vez. Cada script de laboratório carregava o modelo do zero. Um servidor de inferência inverte a relação: o modelo fica num processo que não morre e qualquer coisa fala com ele por HTTP. Escrevemos um em 200 linhas legíveis, com os mesmos endpoints dos servidores de produção da Hugging Face. O que os de produção têm e o nosso não tem são exatamente as quatro coisas que importam a partir de milhares de requisições por segundo, e que não importam quando você está aprendendo.

Os três pontos

  1. Um servidor em FastAPI com os endpoints do TGI e do TEI: generate, generate_stream, embed, predict. Compatível, legível, sem GPU.
  2. Continuous batching, paged attention, tensor parallelism, quantização: o que o TGI tem, o que cada um resolve, e quando você precisa.
  3. Uma boa notícia sobre o RoBERTa: para embeddings e classificação, ele roda em milissegundos numa CPU.

Da apostila, o começo

Da chamada de função ao servidor HTTP — e o que os servidores de produção fazem que o seu não faz, e por que isso importa só a partir de certa escala.

Até aqui, cada script do laboratório carregava o modelo do zero. Para o gpt2-xl isso custa 7 segundos e 5,8 GB de RAM — toda vez.

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O que a apostila cobre · 7 seções · 9 min
  1. Por que servir por HTTP
  2. O nosso servidor
  3. O que é o TGI, de verdade
  4. O TEI e uma boa notícia sobre o RoBERTa
  5. A tabela de decisão
  6. Detalhes de implementação que valem ler
  7. No laboratório
Todos os capítulos do curso · GPT-1 e GPT-2, desmontados
  1. 00 · Os sete fósseis: por que GPT-1, GPT-2 e RoBERTa são um corte histórico, não uma lista
  2. Glossário · Glossário do curso: o que token, camada e modelo querem dizer em IA, e no resto da TI
  3. 01 · Por que o GPT-2 não enxerga letras nem palavras, e o que isso custa em português
  4. 02 · Embeddings: de um inteiro sem sentido a um vetor que sabe que rei e rainha são parentes
  5. 03 · Atenção: a única operação que substituiu vinte anos de redes recorrentes
  6. 04 · Doze cabeças em vez de uma, e a única linha de código que separa o GPT do RoBERTa
  7. 05 · Por que o GPT-2 precisa de 48 andares para responder, e o que acontece dentro de cada um
  8. 06 · O que a escala realmente compra: de 124 milhões a 1,5 bilhão, medido
  9. 07 · Temperature, top-k e top-p: a decisão que muda mais o texto do que trocar de modelo
  10. 08 · Perplexidade: o único número que diz o que o modelo aprendeu, sem anedotas
  11. 09 · GPT-1 para GPT-2: mesmo tamanho, metade da perplexidade. Quatro decisões explicam
  12. 10 · RoBERTa: quando o avanço é treinar melhor o que já existia
  13. 11 · Encoder vs decoder: uma linha de código e todas as consequências que descem dela
  14. 12 · O detector: como um modelo de linguagem vira classificador, e por que esse não deve decidir nada
  15. 13 · Lendo o código original do GPT-2: 174 linhas contra tudo o que você aprendeu
  16. 14 · Servindo modelos: da chamada de função ao servidor HTTP, e o que a produção faz a mais
  17. 15 · O guia do laboratório: cada comando, cada script, e tudo o que foi medido
  18. 16 · O teto deste caminho: o argumento de LeCun, lido de dentro do GPT-2

Depois disto: o experimento Antevisão

Rafhael Oliveira
Rafhael Oliveira

Escreve o curso do GPT-2 e conduz o experimento Antevisão, medindo cada rodada antes de publicar o número. Os posts no LinkedIn começam aqui e terminam nas apostilas.

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