Rafhael Oliveira · IA

Temperature, top-k e top-p: a decisão que muda mais o texto do que trocar de modelo

O modelo devolve uma distribuição. Transformar isso em palavras é escolha sua.

1 min de leitura· apostila: 9 min

Caiu aqui pelo LinkedIn? Este é o capítulo 07 do curso GPT-1 e GPT-2, desmontados. Dá para ler solto; se quiser o começo, é o capítulo 00.

O modelo não escolhe a próxima palavra. Quem escolhe é você. Existe um mal-entendido muito difundido. O modelo devolve uma nota para cada um dos 50 257 tokens do vocabulário e para por aí. Escolher é trabalho de um algoritmo separado, que roda depois e que você controla. Temperature, top-k, top-p: três botões que mudam o resultado mais do que trocar de modelo. E medindo no GPT-2 small, 'The capital of France is' tem 1 503 tokens no núcleo de dúvida, com o favorito valendo só 8,5%.

Os três pontos

  1. Greedy sempre pega o mais provável e cai em repetição. Amostragem pura pega qualquer coisa e cai em absurdo. Tudo o mais é o meio-termo.
  2. Temperature é o botão da ousadia: achata ou afia a distribuição antes de sortear. Top-k corta fixo; top-p corta onde a massa de probabilidade manda.
  3. Beam search existe e quase não se usa em geração aberta. O post explica por quê.
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O que a apostila cobre · 9 seções · 9 min
  1. O que o modelo realmente devolve
  2. Greedy: sempre o mais provável
  3. Amostragem pura, e por que ela também falha
  4. Temperature: o botão da ousadia
  5. Top-k: corte fixo
  6. Top-p (nucleus sampling): corte adaptativo
  7. Penalidade de repetição, e as receitas prontas
  8. Beam search — e por que não se usa aqui
  9. No laboratório
Todos os capítulos do curso · GPT-1 e GPT-2, desmontados
  1. 00 · Os sete fósseis: por que GPT-1, GPT-2 e RoBERTa são um corte histórico, não uma lista
  2. Glossário · Glossário do curso: o que token, camada e modelo querem dizer em IA, e no resto da TI
  3. 01 · Por que o GPT-2 não enxerga letras nem palavras, e o que isso custa em português
  4. 02 · Embeddings: de um inteiro sem sentido a um vetor que sabe que rei e rainha são parentes
  5. 03 · Atenção: a única operação que substituiu vinte anos de redes recorrentes
  6. 04 · Doze cabeças em vez de uma, e a única linha de código que separa o GPT do RoBERTa
  7. 05 · Por que o GPT-2 precisa de 48 andares para responder, e o que acontece dentro de cada um
  8. 06 · O que a escala realmente compra: de 124 milhões a 1,5 bilhão, medido
  9. 07 · Temperature, top-k e top-p: a decisão que muda mais o texto do que trocar de modelo
  10. 08 · Perplexidade: o único número que diz o que o modelo aprendeu, sem anedotas
  11. 09 · GPT-1 para GPT-2: mesmo tamanho, metade da perplexidade. Quatro decisões explicam
  12. 10 · RoBERTa: quando o avanço é treinar melhor o que já existia
  13. 11 · Encoder vs decoder: uma linha de código e todas as consequências que descem dela
  14. 12 · O detector: como um modelo de linguagem vira classificador, e por que esse não deve decidir nada
  15. 13 · Lendo o código original do GPT-2: 174 linhas contra tudo o que você aprendeu
  16. 14 · Servindo modelos: da chamada de função ao servidor HTTP, e o que a produção faz a mais
  17. 15 · O guia do laboratório: cada comando, cada script, e tudo o que foi medido
  18. 16 · O teto deste caminho: o argumento de LeCun, lido de dentro do GPT-2

Depois disto: o experimento Antevisão

Rafhael Oliveira
Rafhael Oliveira

Escreve o curso do GPT-2 e conduz o experimento Antevisão, medindo cada rodada antes de publicar o número. Os posts no LinkedIn começam aqui e terminam nas apostilas.

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