RoBERTa: quando o avanço é treinar melhor o que já existia
Masked Language Modeling, o mascaramento dinâmico, e o outro galho da árvore.
Caiu aqui pelo LinkedIn? Este é o capítulo 10 do curso GPT-1 e GPT-2, desmontados. Dá para ler solto; se quiser o começo, é o capítulo 00.
Quatro meses depois do GPT-1, o Google pegou o mesmo bloco e tomou a decisão oposta. Sem a máscara causal, cada token vê a frase inteira, passado e futuro. A representação de 'banco' em 'sentei no banco da praça' é construída com 'praça' disponível desde o primeiro bloco. Isso é o BERT. Mas a bidirecionalidade cria um problema no treino: se o modelo vê tudo, prever a próxima palavra vira trapaça. A solução foi esconder palavras. E um ano depois, o Facebook mostrou que o BERT estava subtreinado, e que às vezes o avanço é treinar melhor o que já existia.
Os três pontos
- MLM: esconde 15% dos tokens e pede para o modelo adivinhá-los usando os dois lados. É o objetivo que faz sentido sem máscara causal.
- O RoBERTa não mudou a arquitetura. Mudou dados, tempo de treino, tamanho de lote e o mascaramento, que passou a ser dinâmico.
- As diferenças estruturais que você vai encostar: tokenizador, tokens especiais, e a ausência de geração.
Da apostila, o começo
Masked Language Modeling, o mascaramento dinâmico, e a lição de que às vezes o avanço é treinar melhor o que já existia.
O ganho em compreensão é enorme e imediato. O BERT quebrou recordes em onze tarefas de uma vez. Mas há um preço, e ele é fatal para uma coisa específica.
O que a apostila cobre · 5 seções · 8 min
- O outro galho da árvore
- O problema que a bidirecionalidade cria
- O que o RoBERTa mudou (2019)
- As diferenças estruturais que você vai encostar
- No laboratório
Todos os capítulos do curso · GPT-1 e GPT-2, desmontados
- 00 · Os sete fósseis: por que GPT-1, GPT-2 e RoBERTa são um corte histórico, não uma lista
- Glossário · Glossário do curso: o que token, camada e modelo querem dizer em IA, e no resto da TI
- 01 · Por que o GPT-2 não enxerga letras nem palavras, e o que isso custa em português
- 02 · Embeddings: de um inteiro sem sentido a um vetor que sabe que rei e rainha são parentes
- 03 · Atenção: a única operação que substituiu vinte anos de redes recorrentes
- 04 · Doze cabeças em vez de uma, e a única linha de código que separa o GPT do RoBERTa
- 05 · Por que o GPT-2 precisa de 48 andares para responder, e o que acontece dentro de cada um
- 06 · O que a escala realmente compra: de 124 milhões a 1,5 bilhão, medido
- 07 · Temperature, top-k e top-p: a decisão que muda mais o texto do que trocar de modelo
- 08 · Perplexidade: o único número que diz o que o modelo aprendeu, sem anedotas
- 09 · GPT-1 para GPT-2: mesmo tamanho, metade da perplexidade. Quatro decisões explicam
- 10 · RoBERTa: quando o avanço é treinar melhor o que já existia
- 11 · Encoder vs decoder: uma linha de código e todas as consequências que descem dela
- 12 · O detector: como um modelo de linguagem vira classificador, e por que esse não deve decidir nada
- 13 · Lendo o código original do GPT-2: 174 linhas contra tudo o que você aprendeu
- 14 · Servindo modelos: da chamada de função ao servidor HTTP, e o que a produção faz a mais
- 15 · O guia do laboratório: cada comando, cada script, e tudo o que foi medido
- 16 · O teto deste caminho: o argumento de LeCun, lido de dentro do GPT-2

Escreve o curso do GPT-2 e conduz o experimento Antevisão, medindo cada rodada antes de publicar o número. Os posts no LinkedIn começam aqui e terminam nas apostilas.
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